Pinheirinho: para além da desocupação


Pinheirinho: para além da desocupação
Publicado originalmente em:

http://desinformemonos.org/2012/02/pinheirinho-para-alem-da-desocupacao/ 

 Durante três anos, entre 2007 e 2010, o antropólogo Inácio Dias de Andrade manteve convivência diária com os 7 mil habitantes da comunidade de Pinheirinho, no estado de São Paulo. A pesquisa foi tema de seu mestrado na Universidade de São Paulo, feito sob orientação de Heitor Frúgoli Jr. O que segue são seus relatos sobre o que ele conheceu da auto-organização dessa comunidade que conquistou com as próprias mãos o direito à moradia, e alguns fragmentos dos escombros que a ação policial deixou para as quase 2 mil famílias despejadas da área no dia 22 de janeiro de 2012.

Chamada para contribuições


A Cadernos de Campo - Revista dos alunos de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo, abre chamada de 31 de janeiro a 31 de março de 2012 para receber contribuições em formato de artigos, ensaios, resenhas, informes, entrevistas, traduções e produções estéticas, conforme suas instruções para colaboradores.

Ponto Urbe 9ª Edição, Ano 5, Dezembro 2011

A nona edição da revista Ponto Urbe, periódico eletrônico do NAU, já está online. A publicação conta com artigos de autores de diversas universidades do país, tradução de um texto inédito de Tim Ingold, entrevista com Peter Fry e também os papers dos alunos selecionados no X Graduação em Campo, além de resenhas, artigos da seção Cir-kula, destinada a divulgar textos de outras áreas, mas em diálogo com a Antropologia, e etnográficas, ou seja, curtos relatos de campo - http://www.pontourbe.net/.

Nota dos docentes sobre a ação da Polícia Militar em 09/01/2012 na USP

Os docentes do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP vêm a público manifestar seu repúdio à forma truculenta e despropositada com que policiais militares conduziram a desocupação do espaço antigamente destinado ao Diretório Central dos Estudantes, no campus do Butantã, em 9 de janeiro último, culminando com a agressão física e moral ao estudante Nicolas Menezes Barreto, da EACH-USP. Longe de uma atitude isolada de um profissional sem preparo, o episódio evidencia, uma vez mais, a violência e inabilidade que se repetem nas ações da Polícia Militar, em todo o país, em qualquer situação que exija equilíbrio e ponderação diante de manifestantes desarmados. Grave e lamentável sob todos os aspectos, este acontecimento reacende as preocupações de todos os que consideramos inadequada e temerária a opção da atual Reitoria de entregar à PM a incumbência de garantir segurança e civilidade no campus universitário.


 Departamento de Antropologia/PPGAS-FFLCH/USP